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2025-02-06
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2025-02-06A SpaceX já conta com mais de 7 mil satélites Starlink em órbita terrestre, e muitos deles estão reentrando na atmosfera a uma taxa nunca vista antes. É o que concluiu Jonathan McDowell, astrônomo do Centro Harvard de Astrofísica e especialista em monitoramento de satélites.
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“A taxa de reentradas diárias é sem precedentes”, disse ele em declaração ao portal Spaceweather. “Eles estão aposentando e incinerando de 4 a 5 satélites Starlink por dia”, observou ele.
Somente em janeiro, mais de 120 satélites Starlink foram desorbitados, gerando bolas de fogo espetaculares e vários vídeos nas redes sociais. E não pense que os controladores dos satélites foram pegos de surpresa.
Os primeiros satélites Starlink de testes foram lançados pela SpaceX em 2018; depois, as primeiras 60 unidades operacionais foram ao espaço em 2019. Hoje, a empresa de Elon Musk planeja expandir sua constelação de satélites para mais de 30 mil unidades.
Enquanto isso, a empresa vem aposentando os satélites da primeira geração para dar lugar aos novos modelos. “Mais de 500 dos 4.700 Starlinks Gen1 já reentraram”, ressaltou McDowell. O problema é que, quando mergulham na atmosfera, os satélites se desintegram e liberam vapores metálicos.
A reentrada de um único Starlink lança quase 30 kg de óxido de alumínio, composto altamente nocivo para a camada de ozônio. Um estudo publicado na revista Geophysical Research Letters em 2024 mostrou que a quantidade do composto aumentou em 8 vezes entre 2016 e 2022, e que vem crescendo ainda mais com o ritmo acelerado de reentradas.
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Vídeo: O que é Starlink?
