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2025-04-15
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2025-04-15Aqui está o texto reformulado:
O voo suborbital da Blue Origin, que levou seis mulheres, incluindo a cantora Katy Perry, ao espaço, marcou o início de uma pesquisa inédita da Embrapa sobre o cultivo de batata-doce e grão-de-bico em condições extraterrestres. A missão NS-31 transportou brotos de plantas dos tipos Beauregard e Covington e sementes do grão-de-bico BRS Aleppo, desenvolvido por cientistas brasileiros nos programas de melhoramento genético.
A pesquisa integra as ações da Rede Space Farming Brazil, uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Agência Espacial Brasileira (AEB), que estuda a produção de alimentos fora da Terra, sob alta radiação e com baixa gravidade.
A inclusão do material no voo se deu por um convite da Winston-Salem State University (WSSU). Quem conduziu o experimento foi Aisha Bowe, ex-cientista de foguetes da WSSU e que mantém parceria com a Odyssey, empresa espacial da universidade americana.
Batata doce e grão-de-bico
A escolha das espécies acontece pelas vantagens agronômicas e nutricionais, se considerados os desafios para cultivar no espaço. Por serem adaptáveis e resilientes, de rápido crescimento e fácil manejo, conseguem se desenvolver em condições mais difíceis.
A relação da instituição com as sementes é a seguinte: a batata-doce Covington foi desenvolvida pela North Carolina State University (EUA); e a Beauregard, obtida pela Louisiana State University (EUA) e registrada no Brasil pela Embrapa como instituição mantenedora. Ambas possuem polpa alaranjada pela presença de betacaroteno. Conhecido como o grão da felicidade, a escolha do grão-de-bico considera seu alto teor de proteínas.
Por que plantar no espaço?
As pesquisas buscam desenvolver plantas mais produtivas e adequadas às limitações do ambiente espacial – ajudando a melhorar o cultivo em cenários atingidos por problemas de clima na Terra, como condições de baixa disponibilidade de água e também de nutrientes.
A pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, Alessandra Fávero, que coordena a Rede Space Farming Brazil, lembra que há muitos exemplos de soluções espaciais que tiveram aplicações na vida terrestre. “Essas tecnologias podem avançar muito em auxílio à agricultura brasileira”, explica.
Os exemplos vão do uso de inteligência artificial na irrigação, passando pela melhoria e adequação de plantas em cultivo indoor, até novas cultivares mais tolerantes à seca, mais eficientes no uso da energia ou mais adaptadas aos nossos desafios climáticos.
A ideia de levar esses experimentos e expor as plantas ao ambiente espacial foi pensada coletivamente por pesquisadores de diversas instituições da Space Farming Brazil. Quando as amostras retornarem ao país, os cientistas se juntarão para avaliar o material recebido.
Você sabia que as pesquisas em espaço podem ajudar a melhorar a agricultura na Terra? Descubra como essas tecnologias podem ser aplicadas em nossa vida diária.
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