
Nova geração de antena da Starlink é lançada no mercado brasileiro, trazendo consigo um roteador integrado e uma redução significativa de peso, cerca de 3 kg menos.
2025-04-25
Stellantis anuncia testes de baterias de estado sólido para o próximo ano
2025-04-25**Desempenho abaixo do esperado: Intel Core Ultra não conquista mercado**
A Intel revelou que seus processadores Intel Core Ultra com foco em inteligência artificial (IA) não estão vendendo como o esperado, enquanto os chips da geração Raptor Lake, lançados em 2022 e 2023, continuam com alta demanda. Durante a divulgação dos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2025, a companhia confirmou que enfrenta escassez de capacidade produtiva no processo “Intel 7”, utilizado justamente nos processadores mais antigos.
Os números mostram a gravidade da situação: a receita da Intel ficou estagnada em US$ 12,7 bilhões no primeiro trimestre, sem crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a divisão Client Computing Group (CCG) registrou queda de 8% nas vendas. A companhia reportou prejuízo de US$ 800 milhões e projeta resultados ainda mais modestos para o segundo trimestre, com previsão de receita entre US$ 11,2 e 12,4 bilhões.
“O primeiro trimestre foi um passo na direção certa, mas não existem soluções rápidas enquanto trabalhamos para voltar a um caminho de ganho de participação de mercado e crescimento sustentável”, afirmou Lip-Bu Tan, CEO da Intel, em sua primeira teleconferência de resultados desde que assumiu o cargo há pouco mais de 5 semanas.
**Core Ultra 200S: aposta fracassada em IA**
Lançados em outubro de 2024, os processadores Intel Core Ultra 200S para desktops (codinome Arrow Lake-S) foram apresentados com grande foco em eficiência energética e capacidades de inteligência artificial. No entanto, o ganho de desempenho em relação à geração anterior foi tímido: apenas 8% mais rápidos que os Raptor Lake Refresh em produtividade e com performance praticamente idêntica em jogos.
A ausência de ganhos significativos de desempenho, combinada com preços mais elevados e a necessidade de novas placas-mãe com socket LGA-1851, tornou os Core Ultra 200S pouco atrativos para os consumidores. Adicione a isso o fato de que a IA ainda não encontrou sua “aplicação matadora” para convencer os usuários a investir em hardware específico, e temos a receita para o cenário atual.
**Demanda surpreendente por Raptor Lake**
Enquanto isso, os processadores Intel Core de 13ª e 14ª geração (Raptor Lake e Raptor Lake Refresh) continuam sendo bastante procurados, a ponto de criar um gargalo na capacidade de produção da Intel. “O que estamos realmente vendo é uma demanda muito maior dos nossos clientes por produtos N-1 e N-2 para que eles possam continuar entregando sistemas a preços que os consumidores realmente estão exigindo”, explicou Holthaus.
Esta demanda inesperada pode ser explicada por diversos fatores. Primeiro, os processadores Raptor Lake oferecem excelente custo-benefício, especialmente agora que passaram por reduções de preço após o lançamento da nova geração. Em segundo lugar, a incerteza econômica global e as preocupações com novas tarifas levaram muitos consumidores a estocar produtos antes de possíveis aumentos de preço.
Paradoxalmente, o interesse renovado pelos processadores Raptor Lake coloca a Intel em uma posição complicada. A empresa já redirecionou grande parte de sua capacidade produtiva para os novos chips fabricados pela TSMC, e agora enfrenta limitações no processo “Intel 7”, utilizado nas gerações anteriores. Segundo a empresa, essa escassez deve “persistir por um futuro previsível”, o que pode limitar ainda mais as vendas em um momento crítico.
**Desafio dos Panther Lake e o futuro da Intel**
Com os processadores Panther Lake programados para entrarem em produção em massa ainda em 2025, a Intel enfrenta um dilema significativo. Se os consumidores estão rejeitando os Core Ultra 200S em favor dos Raptor Lake mais antigos, como convencê-los a migrar para uma nova arquitetura em apenas um ano?
A fabricante afirma que o lançamento dos Panther Lake segue conforme o planejado, mas admite que a maior parte das remessas acontecerá em 2026. Holthaus demonstrou otimismo dizendo que a nova família de CPUs “é um ótimo produto, tanto do ponto de vista de desempenho quanto de preço para os clientes” e destacou que a adoção costuma começar pelo mercado corporativo antes de chegar aos consumidores finais.
