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2025-04-05
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2025-04-05O Internet Explorer foi um navegador que serviu de porta de entrada para a internet a muitas pessoas ao redor do mundo. No entanto, sua falta de inovação e constantes problemas de segurança fizeram dele uma chacota na web.
Muita gente teve o primeiro contato com alguma página da web pelo navegador instalado no Windows — a praticidade, inclusive, foi responsável por deixar o app no topo do mercado por muito tempo.
Desenvolvimento do Internet Explorer
O Internet Explorer foi lançado em 1995, quando a Microsoft decidiu concentrar esforços para difundir a popularização da internet. No mesmo ano, Bill Gates enviou o famoso comunicado aos funcionários da empresa para informar que a tecnologia seria um “maremoto” e deveria ser priorizada em todas as áreas da companhia.
O navegador foi desenvolvido com base no Mosaic, da Spyglass, um aplicativo considerado revolucionário no começo da década de 1990 por trazer elementos como hiperlinks e botões de navegação ao segmento.
A guerra dos navegadores contra o Netscape
O maior concorrente direto do Internet Explorer entre o final da década de 1990 e o começo dos anos 2000 era o Netscape Navigator. A solução da Microsoft foi clara: incluir o navegador como opção padrão no Windows, o sistema operacional de PC mais vendido no mundo durante a época.
No lugar de procurar uma opção para baixar (e ainda correr o risco de encontrar malwares), bastava ligar o computador e já encontrar uma solução disponível para entrar na web. A queda de braço foi vencida pela MS, ainda que a empresa tenha passado por um processo antitruste nos Estados Unidos devido aos acordos com fabricantes para colocar o IE como navegador padrão.
Problemas em vários setores
O concorrente fora da disputa aumentou ainda mais a popularidade do Internet Explorer, mas o navegador também passou por um momento de estagnação. O IE por muito tempo não foi considerado um aplicativo próprio, mas sim parte do sistema Windows, então só receberia novas versões a cada salto de geração do sistema operacional.
O problema é que a internet começou a se desenvolver num ritmo muito mais rápido, exigindo padrões, linguagens de programação e recursos que o Explorer não necessariamente tinha — foram cinco anos entre o lançamento do IE 5 e do IE 6, por exemplo.
De sucesso a meme
O papel de introduzir milhares de pessoas à internet foi cumprido pelo Explorer, mas as dificuldades do navegador ficaram cada vez mais nítidas com o passar dos anos.
Exposição a malwares, travamentos constantes e diversos pop-ups atrapalhavam a experiência de usar a web por lá, enquanto Firefox, Opera e outras alternativas traziam uma jornada mais otimizada.
Fim decretado
A decadência foi tão grande que funcionários da Microsoft recomendaram que as pessoas não usassem o navegador em 2019. A empresa abriu mão do Internet Explorer, descontinuou o app e encerrou o suporte no Windows 10 em 2022. O substituto é o Microsoft Edge, construído com a mesma base do Chrome e que ganhou popularidade após um lançamento um pouco turbulento.
Ainda que os erros e a falta de evolução tenham levado ao fim do app, o Internet Explorer desperta muita nostalgia aos usuários que deram seus primeiros passos na web entre as décadas de 1990 e 2000. Ao lado de MSN, ICQ e Counter Strike 1.6, o navegador ainda é considerado um dos ícones da chamada “estética Y2K”, que remete a essa época na tecnologia.
