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2025-02-14
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2025-02-14Moradores do Rio de Janeiro e São Paulo receberam um alerta de terremoto em seus celulares na madrugada desta sexta-feira (14). Contudo, a Defesa Civil de SP negou o alerta emitido pelo sistema do Android.
- O que é um terremoto e como ele se forma?
- Escala Richter: como se mede a magnitude de um terremoto?
“Podem ter ocorrido tremores no seu local. Estimativa inicial: magnitude de 5,5 acerca de 214,6 km de distância. Toque para saber mais”, dizia o aviso que apareceu nos celulares de moradores das regiões. Cabe ressaltar que a distância varia de acordo com a localização do usuário.
A notificação foi emitida em celulares Android de quem estava próximo das areas de impacto, e envolve tanto as capitais fluminense e paulista, quanto uma pequena parte de Minas Gerais na fronteira com os dois estados.
Segundo o informe, o suposto terremoto no litoral de São Paulo teria magnitude estimada de 5,5 na Escala de Richter. O aviso foi enviado por volta de 2h da madrugada.
Os usuários também são orientados a permanecer em alerta. Depois, há dicas de segurança, como a recomendação para usar sapatos, verificar o gás e evitar construções danificadas, além de pegar suprimentos de emergência, ir para uma região elevada, entre outras.
Defesa Civil nega terremoto
Apesar do alerta, não há registro de tremor nesta madrugada. Segundo a Defesa Civil de São Paulo, o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) não registrou nenhum abalo sísmico no estado durante a madrugada.
“Não há nenhuma ocorrência relacionada com terremoto em atendimento”, diz a nota.
O sistema de alertas de terremoto é um recurso embutido no Android que emite notificações quando um abalo sísmico é detectado nas redondezas.
De acordo com as descrições da ferramenta, o aviso é emitido em eventos com magnitude 4,5 ou superior.
Já as informações são coletadas pelo ShakeAlert, que opera nos estados americano da Califórnia, Oregon e Washington, e pelo Android em todos os outros locais.
Segundo o Google, em lugares onde o ShakeAlert não está disponível, é usada uma abordagem de crowdsourcing para detectar terremotos.
“Todos os smartphones contêm pequenos acelerômetros que podem sentir vibrações, o que indica que um terremoto pode estar acontecendo. Se o telefone detectar algo que ele acha que pode ser um terremoto, ele envia um sinal para o nosso servidor de detecção de terremotos, junto com uma localização aproximada de onde o tremor ocorreu”, explica a empresa.
Com as informações em mãos, o servidor combina os dados de muitos telefones para descobrir se há um terremoto.
“Essa abordagem usa os mais de 2 bilhões de telefones Android em uso ao redor do mundo como minissismômetros para criar a maior rede de detecção de terremotos do mundo; os telefones detectam a vibração e a velocidade do tremor de um terremoto e alertam os usuários do Android nas áreas afetadas de acordo”, conclui o Google.
Vale reforçar que o sistema de terremotos não tem relação com o sistema de alertas de emergência da Defesa Civil. Enquanto o primeiro é controlado pelo Google, o segundo é acionado somente por autoridades e funciona através de um sistema com o protocolo SMS, o mesmo das mensagens de texto.
