
Desempenho questionável: Chatbots de inteligência artificial podem ser enganados com facilidade e fornecer respostas potencialmente perigosas, aponta pesquisa recente.
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2025-05-22**Memes de celebridades “bebês” feitas com Inteligência Artificial (IA) viralizam, mas trazem riscos**
Memes com versões “bebês” de famosos, feitas com Inteligência Artificial (IA), têm viralizado nas redes sociais. A tendência pode ser feita por meio de apps como Dreamina e FaceSwap, mas o uso de plataformas que “trocam o rosto” de fotos pode trazer riscos à privacidade e segurança.
A tendência tem ganhado as redes nos últimos dias. No X (ex-Twitter), posts com as versões bebês de jogadores de futebol fizeram sucesso no fim de semana, enquanto, no Instagram, duplas sertanejas como Maiara e Maraísa, e Israel e Rodolffo compartilharam vídeos com suas “versões mirins” cantando nos palcos.
No TikTok, clipes de cenas que já viralizaram na rede meses atrás voltaram a ter destaque, mas, desta vez, tendo as versões bebês como protagonistas. Um dos vídeos, por exemplo, resgata uma conversa entre Davi Britto, campeão do BBB 24, e Nizam, quando os dois falam sobre o mercado de trabalho no reality show.
Outra cena relembra o meme “Calma, calabreso”, também protagonizado por Davi no programa. Além disso, há vídeos que recriam entrevistas que também viraram memes. Outros, ainda fazem referência a personagens de novelas icônicos e que viralizam com alguma frequência, como o Agostinho Carrara, da Grande Família.
Quais são os riscos da trend?
Apesar de parecer inofensiva, a trend dos bebês de IA esconde uma série de riscos. Ao Canaltech, o advogado especialista em Inteligência Artificial Paulo Henrique Fernandes observou que o uso indiscriminado da ferramenta pode “naturalizar” a manipulação de rostos sem consentimento, abrindo um precedente perigoso.
O que diz a legislação brasileira?
Apesar de não haver nenhuma lei que trate do tema de maneira específica, existem proteções aplicáveis em alguns casos. Fernandes afirma que a Constituição e o Código Civil garantem o direito à imagem do usuário, e a Lei Geral de Proteção aos Dados (LGPD) trata os rostos como dados sensíveis e exige consentimento específico para o seu tratamento.
Além disso, em situações graves, em que o uso das imagens é feito com intenção de fraude, o Código Penal pode ser aplicado.
