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2025-02-16Cientistas do Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL), do Tennessee (EUA), estão desenvolvendo uma tecnologia inovadora para resfriamento que pode revolucionar o mercado. A alternativa seria mais eficiente que os ventiladores e aparelhos de ar-condicionado comuns – e não menos importante, mais sustentável.
A tecnologia estudada é chamada de resfriamento em estado sólido e possui diversas vantagens em relação aos métodos tradicionais. Ela utiliza um material capaz de liberar calor ao entrar em contato com um campo magnético, o que permite que o componente altere sua forma em um evento chamado de “processo magnetocalórico”, em que o calor é absorvido e liberado posteriormente.
Conceitos básicos
O material revolucionário consiste em uma liga feita de níquel, cobalto, manganês e índio. Ela possui essa propriedade devido a um estado atômico conhecido como vítreo ferroico, que lhe garante a habilidade de se adaptar a novos formatos de acordo com a quantidade de calor absorvida.
Quando o calor é absorvido, a estrutura celular da liga apresenta um padrão sincronizado de vibrações e ondas magnéticas. Dessa forma, ao fornecer um campo magnético ainda maior, é possível expandir o potencial do material, chegando a triplicar sua eficiência no controle térmico do ambiente.
Como funcionaria na prática?
A tecnologia ainda é experimental, mas a ideia é que ela substitua por completo qualquer tipo de ar-condicionado, seja através da troca de alguns componentes ou no desenvolvimento de um dispositivo inteiramente novo.
O resfriamento em estado sólido é mais ecológico por dispensar a necessidade do uso de gases, que são nocivos para o meio ambiente e até mesmo para nossa saúde.
Definindo o futuro do resfriamento
O uso dessa tecnologia não promete revolucionar apenas no que diz respeito ao resfriamento de ambientes, mas também de dispositivos eletrônicos.
Atualmente, já existem sistemas de controle térmico sendo desenvolvidos para computadores utilizando essa mesma liga. O primeiro deles foi apresentado pela Frore Systems durante a Consumer Electronics Show (CES) de 2024.
O diferencial aqui é a possibilidade de resfriar eletrônicos sem a necessidade de ventiladores, o que pode deixar mais espaço livre dentro do gabinete.


Essa tecnologia pode revolucionar a forma como vivemos e trabalhamos, tornando nossos ambientes mais saudáveis, sustentáveis e convenientes.
