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2025-05-28
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2025-05-28Aqui está a reformulação do texto:
A startup Tools for Humanity, cofundada pelo CEO da Open AI, Sam Altman, aposta no “Orb” como um dispositivo capaz de autenticar humanos em um contexto de ascensão da inteligência artificial. O equipamento serve para escanear a íris das pessoas, o que é necessário para capturar diferenças em relação a robôs.
A empresa já causou polêmica no Brasil, após oferecer quantias equivalentes a R$ 400 para escanear os olhos de pessoas que estejam dispostas a isso. Em fevereiro deste ano, o serviço foi pausado após o Conselho Diretor da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) ter apontado riscos de privacidade no escaneamento da íris.
O Orb tem formato esférico, com uma câmera instalada no centro e funcionamento simples: basta olhar diretamente para a lente e esperar o robô agir. Então, o Orb verifica a humanidade da pessoa por meio de um número binário de 12.800 dígitos, que é enviado para um aplicativo no celular.
Provando ser humano
Uma das principais justificativas para a ascensão desse tipo de serviço é o crescimento da inteligência artificial generativa no mundo todo. Especula-se que ficará cada vez mais difícil distinguir conteúdos reais daqueles criados por IA.
Em 2023, o ex-CEO do Twitter, Jack Dorsey, afirmou que em 5 a 10 anos será impossível distinguir o real e o artificial, após evoluções na criação de imagens por IA, deepfakes e vídeos falsos.
Esse problema cresce à medida que os modelos se tornam mais avançados.

Já Altman, prevê uma mudança de paradigma após o surgimento da AGI (inteligência artificial geral, que supera capacidades cognitivas humanas). Essa evolução, segundo ele, torna cada vez mais necessário criar sistemas que diferenciem humanos de agentes de IA.
A Tools for Humanity pretende registrar até 50 milhões de pessoas até o fim deste ano — um objetivo considerado distante, já que apenas 12 milhões de cadastros foram feitos desde 2023.
Mesmo assim, a empresa está expandindo o uso do Orb nos Estados Unidos. Há planos para instalar cerca de 7.500 estações em cidades americanas nos próximos 12 meses.
Em entrevista à revista TIME, o CEO da Tools for Humanity, Alex Blania, afirmou: “A internet vai mudar de forma muito drástica nos próximos 12 a 24 meses. Então, temos que ter sucesso, ou não sei o que pode acontecer.”
De forma oficial, a Tools for Humanity afirma que o Orb não coleta dados biométricos. Segundo a empresa, as imagens da íris são apagadas após a verificação.
