
Western Digital anuncia plano para lançar discos rígidos de 100 TB com tecnologia HAMR até 2030
2025-02-14
5 Opções de Smartphones Xiaomi com Tecnologia NFC para Pagamentos por Aproximação
2025-02-15Um alerta extremo de chuvas chamou a atenção da população do Rio de Janeiro (RJ) no fim de janeiro. Com o novo sistema da Defesa Civil, as notificações em tela cheia foram emitidas no celular de pessoas próximas a locais que poderiam ser impactados pela tempestade. Contudo, tudo isso aconteceu após uma análise de dados do Centro de Operações Rio (COR), que antecedeu a decisão de enviar o alerta.
Esta é uma entre tantas outras ações que partem do centro de operações, bastante conhecido entre os cariocas pela parede cheia de televisões, com imagens de câmeras espalhadas pela cidade e radares meteorológicos da capital fluminense.
Nesta sexta-feira (14), tivemos a oportunidade de visitar o COR para conhecer as soluções tecnológicas empregadas no monitoramento da cidade para prevenir tragédias com tempestades, incêndios e até mesmo o trânsito.

Tecnologia para monitorar eventos climáticos extremos
O COR foi implantado em 2010, após uma tempestade que causou enchentes e deslizamentos na capital, e reúne um vasto acervo de dados acumulado nos últimos anos pelo centro. É o caso da meteorologia: em janeiro, a Defesa Civil enviou um alerta extremo de chuva pela primeira vez, com um aviso sonoro agudo que chamou a atenção de todos.
A análise de dados do COR explicou que o aviso foi emitido depois que foram encontradas semelhanças do cenário atual com uma forte chuva que aconteceu em janeiro do ano anterior, e que resultou em grandes enchentes na Zona Norte. Assim, a população poderia se antecipar dos possíveis problemas que poderiam acontecer.
Além dos alertas, os relatórios ajudam a providenciar ações preventivas e coordenadas de órgãos públicos e concessionárias de serviços essenciais da cidade, como é o caso da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros e até representantes dos sistemas de transporte público.
Para o monitoramento, há tanto com equipamentos próprios, como dois radares meteorológicos próprios e 200 pluviômetros, e parceiros, como a NASA, que oferece dados de satélite que ajudam a analisar risco de deslizamentos e inundações. Oficiais da Marinha também frequentam o espaço para monitorar eventuais sinais de ressaca nas praias.
Níveis de calor
Recentemente, a prefeitura também adotou uma escala de Níveis de Calor, que vai de um a cinco, para manter a população ser alertada sobre os riscos de temperaturas extremas na região.
Assim como acontece com as fortes chuvas, quando um nível mais alto de calor é alcançado, órgãos públicos são mobilizados para conter os riscos de saúdeao instalar mais pontos de hidratação na cidade, preparar a rede de saúde do município e até cancelar eventos, como shows, jogos de futebol, convenções e muito mais.
Até o momento, o Rio de Janeiro só chegou até o terceiro nível, quando o índice de calor varia de 36º C a 40º C, com previsão de permanência ou aumento por, ao menos, três dias consecutivos. Neste caso, nenhuma ação imediata é prevista, uma vez que não há impactos na rotina da cidade, mas todos a população devem permanecer atentos.

IA para acompanhar o trânsito
Grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, têm inúmeras câmeras espalhadas pela cidade. Além de aplicações para segurança pública, esses mecanismos são explorados para auxiliar em outros cenários, como o trânsito.
Durante a visita, o COR explicou que utiliza técnicas de reconhecimento de imagens para estimar a quantidade de veículos em uma via e monitorar anormalidades em túneis, como um incêndio de carro. Ou até mesmo coisas mais simples, como observar se uma pessoa entrou com uma carrocinha de pipoca dentro de um túnel, o que poderia causar um acidente.
O centro de operações também possui parceria com o Waze para ajudar a monitorar o prolongamento do trânsito nas vias do Rio de Janeiro.
Dessa forma, guardas municipais e a companhia de tráfego do Rio de Janeiro, a CET-Rio, podem atuar com agilidade para evitar um grande engarrafamento ou evitar riscos à população. Em casos mais extremos, outras autoridades podem entrar no circuito, como é o caso dos bombeiros e da polícia militar.
Sinais de atenção
Todos os dados são analisados em um grande salão no Centro do Rio de Janeiro, com mais de cem TVs em uma parede. Por lá, é possível ver dashboards com índices meteorológicos, um painel de ocorrências na cidade e até mesmo as câmeras — dá até para ver quem tirou foto com a estátua de Carlos Drummond de Andrade, na praia de Copacabana.
Através desse painel, é possível ter um panorama geral da cidade, e coordenar os estágios operacionais, que também vão de um a cinco e indicam como a população deve seguir em casos de chuvas, operações policiais de larga escala e demais situações que possam afetar a normalidade e a mobilidade na cidade.

Alexa, como está o Rio de Janeiro hoje?
As informações do COR podem ser acompanhadas em diversos canais, incluindo um aplicativo próprio para Android e iOS e pelas redes sociais, como o X, Instagram e WhatsApp. Mas haverá um novo jeito de verificar se há algum ponto de atenção: pela Alexa.
Durante a visita, o COR anunciou o desenvolvimento da assistente virtual Cora, que estará disponível em uma skill da Alexa no futuro. Contudo, ainda não há previsão de lançamento do recurso.
Veja mais sobre como o COR funciona e como pode ajudar a prevenir tragédias na cidade.
