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2025-04-29O futuro da construção civil pode ser revolucionado pelo uso intensivo de drones para erguer prédios altos. Pesquisadores da Imperial College London e da University of Bristol estão estudando os maiores potenciais e desafios das novas tecnologias.
Foi sugerido que os “robôs voadores” podem ser usados para construir arranha-céus como o Burj Khalifa, nos Emirados Árabes Unidos, ou o Empire State Building, em Nova York. Para isso, eles teriam a capacidade de alcançar alturas e locais antes considerados inacessíveis.
A tecnologia usada chama-se Aerial Additive Manufacturing (Aerial AM), que permite posicionar materiais de forma autônoma, em pleno voo dos drones.

Já estão sendo realizados testes prévios no DroneHub, um centro associado a laboratórios de desenvolvimento científico na Suíça. O objetivo é validar a tecnologia fora do ambiente de laboratório.
Vantagens de usar drones na construção civil
Além de chegar a alturas cada vez maiores, a tecnologia também permite reparos rápidos sob demanda. Outra vantagem inclui a redução de distâncias de transporte e consumo de materiais.

Ela contribui para maior segurança de operação, já que não exige a instalação de um canteiro de obras fixo. Também é possível realizar a operação com drones em grupo, como um “enxame”.
As novas tecnologias também prometem viabilizar a construção em terrenos complexos, incluindo montanhas, telhados e áreas afetadas por desastres — incluindo abrigos em áreas inundadas.
O potencial também se estende para fora da Terra, com a possibilidade de construção de estruturas em outros planetas.
Além da construção, também são citadas aplicações de manutenção, com o reparo de fachadas de prédios e pontes sem a necessidade de andaimes ou trabalhadores em risco.
Desafios ainda são grandes
Se as potencialidades são grandes, também foi dito que muitos desafios devem ser superados para consolidar as tecnologias de construção com drones.
Alguns problemas apontados incluem a durabilidade dos materiais, além de limitações nos sistemas de localização.
Isso gera dificuldades de coordenação entre múltiplos drones, além da precisão de encaixe dos materiais por parte dos robôs aéreos, por exemplo.
Por isso, os pesquisadores apontam que há baixo nível de maturidade tecnológica, e a tecnologia não está pronta para uso industrial. É o que aponta o cientista Basaran Bahadir Kocer:
“Entender esses desafios é essencial para desbloquear todo o potencial do Aerial AM em aplicações do mundo real. Contudo, demonstrações apontam a capacidade de realização de reparos sob demanda, pavimentando o caminho para maior adoção nas indústrias”, conclui ele.
