
Samsung lança versão 5G de seu celular mais acessível por menos de R$ 900
2025-04-10
Samsung investe em produção nacional para contornar barreiras comerciais impostas pelos EUA.
2025-04-10A NVIDIA está desenvolvendo uma estratégia para contornar as novas tarifas impostas pelo governo dos EUA, transferindo parte significativa de sua produção para o México. De acordo com análises de mercado, cerca de 60% dos servidores de data center DGX e HGX da empresa poderão evitar as tarifas americanas graças a esta movimentação estratégica.
As recentes políticas protecionistas do governo Trump têm causado grandes impactos no setor de tecnologia, forçando empresas a interromperem parcialmente suas importações para os EUA. Neste cenário turbulento, a NVIDIA busca alternativas para preservar sua competitividade no mercado estadunidense, especialmente após perder aproximadamente US$ 200 bilhões em valor de mercado desde o anúncio das novas tarifas.
A política “America First” de Trump tem afetado diretamente a cadeia global de suprimentos de tecnologia. Analistas apontam que as tarifas podem elevar o preço de alguns componentes tecnológicos em até 40%, impactando tanto empresas quanto consumidores finais e ameaçando o crescimento de gigantes como a NVIDIA.
Plano da NVIDIA para fugir do tarifaço
A estratégia do Time Verde para contornar o tarifaço envolve tirar proveito do acordo comercial USMCA (Acordo Estados Unidos-México-Canadá), assinado durante o primeiro mandato de Trump. Segundo dados de pesquisa, aproximadamente 60% das importações de servidores para os EUA já vêm do México, sendo que os servidores DGX e HGX da NVIDIA estão classificados sob códigos específicos do Sistema Harmonizado de Tarifas dos EUA (HTS), nas categorias 8471.50 e 8471.80, que estão isentas de tarifas entre EUA e México.

A escolha do México como base de produção não é coincidência. Além das isenções tarifárias garantidas pelo USMCA, a proximidade geográfica com os EUA reduz custos logísticos e tempo de transporte. A NVIDIA está expandindo sua presença no país, com a Foxconn, sua parceira de fabricação, construindo uma fábrica de US$ 900 milhões em Chihuahua dedicada à montagem de servidores que utilizam chips GB200, com previsão de inauguração no início de 2026.
GPUs GeForce RTX também serão beneficiadas?
Enquanto a NVIDIA prioriza a proteção de seus servidores de data center contra as tarifas, as GPUs GeForce RTX, voltadas para o mercado consumidor, não devem receber o mesmo tratamento imediato. Há uma razão estratégica para isso: os servidores DGX e HGX são o centro dos negócios de inteligência artificial da empresa, setor que se tornou sua principal fonte de receita.
No último trimestre fiscal, as soluções de data center da NVIDIA geraram mais de 80% da receita total da empresa. Os chips para IA são vendidos com margens significativamente maiores que as GPUs para consumidores, fazendo deles mais cruciais para a saúde financeira da companhia. Além disso, o mercado de IA está em rápida expansão, com empresas como Amazon, Google e Microsoft investindo bilhões em infraestrutura de data center.
Otimismo de Jensen Huang
Apesar do cenário desafiador, Jensen Huang, CEO da NVIDIA, tem demonstrado confiança na capacidade da empresa de navegar pela turbulência causada pelas tarifas. Durante a GTC 2025, Huang afirmou: “No curto prazo, o impacto das tarifas não será significativo”. O que parecia uma declaração excessivamente otimista quando as ações da NVIDIA sofreram uma queda acentuada agora faz mais sentido à luz da “estratégia mexicana”.

A visão de longo prazo de Huang inclui um investimento massivo de até US$ 500 bilhões em fabricação de eletrônicos nos Estados Unidos nos próximos quatro anos. Em entrevista ao Financial Times, ele destacou que a NVIDIA agora é capaz de fabricar os aceleradores Blackwell mais recentes nos EUA através de fornecedores como TSMC e Foxconn, que estão expandindo suas operações em solo estadunidense.
O investimento planejado pela NVIDIA é uma grande mudança em relação à sua dependência anterior de instalações no exterior, sobretudo em Taiwan. Essa reorientação deve proteger a cadeia de suprimentos da empresa contra riscos geopolíticos e está alinhada com as ambições dos EUA de trazer mais fabricação de alta tecnologia de volta ao país.
