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2025-04-14
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2025-04-14Os EUA voltaram a confirmar que os impostos sobre produtos eletrônicos, incluindo o iPhone, serão cobrados em breve. Em uma publicação no último domingo (13), o presidente Donald Trump reiterou sua intenção de trazer a produção de produtos eletrônicos para a indústria interna.
“Precisamos produzir produtos nos EUA, e não seremos reféns de outros países, especialmente nações de comércio hostil, como a China.”
Durante uma entrevista à ABC News, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, reforçou o discurso e disse que a isenção de tarifas anunciada no fim de semana é apenas um “adiamento temporário”.
Ele também disse que o segmento de produtos eletrônicos terá tarifas de um “tipo especial”, com previsão de anúncio em um ou dois meses.
“Precisamos ter semicondutores, chips, telas planas. Precisamos ter essas partes feitas nos EUA. Não podemos ser dependentes da Ásia em relação a todas as coisas que operam para nós”, completou Lutnick.
Tarifas para a Apple podem chegar a 145%
A Apple pode ser uma das empresas mais afetadas pela série de tarifas anunciadas pelos EUA, com taxas recíprocas de até 125% sobre as importações da China — local responsável pela produção de até 90% dos iPhones.
O presidente Trump ressaltou que as companhias ainda estão sujeitas à “taxa de fentanil” de 20%, criada como uma tentativa de coagir a China a tomar medidas para reduzir a exportação do opioide. Por isso, os impostos aplicados a produtos da Apple podem chegar a 145%.
Na semana passada, a Apple chegou a encher vários aviões cargueiros com iPhones para aumentar seu estoque de celulares antes do início das novas regras. Também foi dito que a empresa pode realocar sua produção para países com tarifas menores, incluindo a Índia e o Brasil.
Analistas de mercado apontam que o objetivo de Trump e Lutnick, de fazer o iPhone internamente nos EUA, não deve ser viável a curto prazo.
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