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2025-02-03O lançamento do foguete Starship pode ter causado danos ambientais significativos. O sétimo teste de voo do foguete, realizado em janeiro, terminou com a detonação do estágio superior a cerca de 150 km de altitude, liberando possivelmente vários compostos poluentes na atmosfera.
Segundo o astrônomo Jonathan McDowell, o estágio superior do veículo pesava cerca de 85 toneladas sem propelente. Já o pesquisador de química atmosférica Connor Barker estima que o mergulho do foguete pela atmosfera tenha gerado mais de 45 toneladas de óxidos de metal e outras 40 toneladas métricas de óxidos de nitrogênio.
Em uma publicação na revista Nature, Barker destacou as implicações das emissões dos foguetes e dos poluentes da reentrada dos satélites na atmosfera do nosso planeta. Os óxidos de nitrogênio, por exemplo, são conhecidos pelo potencial de danificar a camada de ozônio.
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Liftoff of Starship! pic.twitter.com/7lrFjGXzAi
— SpaceX (@SpaceX) January 16, 2025
Em uma postagem no LinkedIn, Barker ressaltou que a quantidade de poluição atmosférica produzida pela explosão poderia ser equivalente àquela de 35% dos meteoritos que queimam na atmosfera todos os anos. Como os cientistas não sabem quanto da massa do foguete foi queimada e nem quanto dela caiu na Terra, é difícil dizer ao certo a quantidade de poluentes que a explosão do Starship liberou.
Para McDowell, não há dúvidas: ele declarou que, provavelmente, “muitas toneladas” caíram no oceano. Por outro lado, o estágio superior do foguete é de aço inoxidável, não de alumínio — este composto produz óxidos de alumínio que danificam a camada de ozônio e alteram a refletividade da atmosfera terrestre.
Com a quantidade crescente de lançamentos de foguetes e de satélites, junto da frequência das reentradas destes objetos, é esperado que as concentrações de gases poluentes e partículas aumentem rapidamente. Por isso, é possível que estes compostos nocivos piorem os danos causados pela camada de ozônio.
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