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2025-03-26
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2025-03-26Segue o texto reformulado:
Golpes com PIX: A ponta do iceberg de um problema mais amplo
Quando se trata de golpes envolvendo o PIX, apenas uma pequena parte do problema é visível. De acordo com um estudo realizado pela empresa de proteção financeira digital Silverguard, cerca de 90% desses golpes ocorrem via aplicativos de mensagem ou redes sociais.
No entanto, a realidade por trás desses crimes é muito mais complexa e sofisticada, com raízes nos vazamentos de dados. Os cibercriminosos abandonaram as táticas amplas e genéricas e passaram a atuar de maneira mais focada, escolhendo alvos com base em dados minuciosamente analisados e nichados.
Os dados são o novo petróleo, tanto para empresas quanto para criminosos. Uma quantidade impressionante de informações sensíveis é exposta devido a vazamentos em massa, e os agentes do mal utilizam esses dados para construir perfis detalhados das vítimas.
Esses criminosos evitam desperdiçar esforços com pessoas que já estão bem-informadas ou que não se enquadram no perfil desejado. Para os atacantes, essa é uma estratégia eficiente, pois gera menos tentativas e com maior chance de conquistar bons resultados.
O cenário é agravado pela postura reativa de muitas empresas brasileiras em relação à cibersegurança. Em vez de prevenir, geralmente esperam os vazamentos acontecerem para depois tentar mitigar os danos.
Com um verdadeiro big data proveniente de inúmeros vazamentos de dados, o crime já entra em contato com a vítima munido de informações como CPF, nome da mãe, endereço e outras que comumente são usadas como verificação. Os golpistas conseguem até saber qual é o banco do seu alvo e copiar mensagens legítimas.
Esse esforço vale para os criminosos, pois, segundo projeção, golpes financeiros com o PIX vão gerar prejuízo anual de até R$ 11 bilhões para bancos e consumidores brasileiros nos próximos três anos.
Paralelo com ransomware
Os golpes com PIX são apenas um exemplo de como o cibercrime se estrutura para obter o máximo de vantagem possível. Outro caso emblemático é o ransomware. Muitas pessoas pensam que o ransomware é o início de um ataque, mas ele é, na verdade, o desfecho.
A solução para esse problema passa por uma mudança de mentalidade. É fundamental que as empresas invistam em segurança cibernética ativa, implementando sistemas que gerenciem riscos e vulnerabilidades, que tenham visibilidade sobre o que está na rede e os terceiros conectados a ela e, monitorem constantemente a “saúde” dos seus sistemas para prevenir vazamentos.
Essas ações, embora sejam voltadas para o ambiente corporativo, têm impacto direto na proteção de indivíduos. Afinal, os dados que alimentam golpes e ataques como ransomware não se limitam às empresas, mas afetam toda a sociedade.
Como os golpes com PIX nascem de um ecossistema que permite o acesso e a exploração de dados pessoais, a prevenção exige uma postura proativa, tanto por parte das empresas quanto dos indivíduos. Somente com maior conscientização e investimento em cibersegurança é possível combater de forma eficaz essa nova era do cibercrime.
