
“Desbloqueie o Poder do Entretenimento: TV LG de 50 Polegadas por Preço Acessível com Cupom Exclusivo”
2025-01-28
Anúncios intermináveis no YouTube: usuários relatam propagandas que não podem ser puladas e duram várias horas
2025-01-28Imagine decifrar uma língua morta há mais de 2.500 anos. As autoridades de um estado indiano estão apostando nas novas tecnologias, na Inteligência Artificial (IA) e no intelecto humano para desvendar o segredo da escrita do Vale Indo, também conhecida como escrita Harappa. O prêmio é de US$ 1 milhão (cerca de 5,8 milhões de reais) para quem conseguiu traduzir a combinação de símbolos e imagens de animais.
A misteriosa escrita foi desenvolvida pela civilização do Vale do Indo, que habitou uma vasta região que vai do norte da Índia até o Paquistão. Hoje, ninguém sabe dizer o que significa a combinação de símbolos e imagens de animais usada em artefatos.
“O enigma não foi respondido nos últimos 100 anos, apesar de vários esforços de arqueólogos e especialistas. Anuncio um prêmio em dinheiro de US$ 1 milhão para indivíduos ou organizações que o decifrarem”, afirmou o ministro-chefe do estado indiano Tamil Nadu, Muthuvel Karunanidhi Stalin.
A escrita do Vale do Indo está há milhares de anos em desuso. Inclusive, a sua existência somente foi “lembrada” no ano de 1875, quando um “selo” (placa de pedra retangular e lisa, com entalhes) foi descoberta por pesquisadores.

A peça foi relacionada à civilização do Vale do Indo, que prosperou na Idade do Bronze e se organizou em cidades muradas. Desde então, outras placas de pedra semelhantes foram encontradas na região.
Com pouca ou nenhuma repetição nos caracteres, os pesquisadores têm bastante dificuldade em traduzir a língua escrita.
Misteriosa escrita do Vale do Indo com 5 mil anos
A ideia de oferecer grandes montantes de dinheiro para pesquisadores ou mesmo pessoas curiosas (sem vínculo acadêmico) não é algo novo. Em 2023, foi lançado o Desafio do Vesúvio, com o intuito de premiar com até US$ 1 milhão quem conseguisse ler um pergaminho que foi carbonizado durante a tragédia de Pompéia, na Itália.
Neste caso, a língua (latim) não era um problema, já que a maior dificuldade estava no desenvolvimento de um método que permitisse a leitura de um fragmento de papel carbonizado pelo calor intenso da erupção do Vesúvio. Se deu certo uma vez, o novo desafio pode alcançar resultados satisfatórios, permitindo a leitura da escrita de 5.000 anos.
É possível que o desafio inspire novas descobertas e avance na compreensão da civilização do Vale do Indo?
