
Tablet Galaxy Tab S6 Lite: uma opção acessível para estudantes por R$ 1.977
2025-02-24
Desempenho da GeForce RTX 5070 supera o da RTX 4070 em até 20% em testes recentes
2025-02-24Monster Hunter Wilds: Uma Nova Era de Caça
O novo jogo da franquia da Capcom, Monster Hunter Wilds, promete levar os jogadores a uma jornada emocionante de caça e exploração. Nossa análise revela se o título consegue manter a tradição de qualidade da série e quais são suas novidades mais interessantes.
- 8 lugares mais inusitados que já rodaram Doom
- Do indie ao blockbuster: entenda o que são jogos A, AA e AAA
A principal proposta do jogo é apresentar elementos didáticos para os novatos, ao mesmo tempo em que renova e eleva os padrões da série. Com um salto gráfico impressionante, novas mecânicas e uma estrutura interligada à história, Monster Hunter Wilds tem tudo para prender os jogadores.
O jogo mantém seus pilares em exploração do mapa, luta contra monstros usando estratégia e recursos do cenário, cooperação com outros caçadores e coleta de materiais para criar armas, armaduras e itens. Além disso, ele vai além e traz uma jornada maior e mais completa para os fãs.
Prós
- Mistura entre história e jogo traz um bom ritmo
- Combate dinâmico e interatividade são bem construídos
- Inteligência artificial dos NPCs está excelente
Contras
- Câmera atrapalha bastante o desempenho nos combates
- Dificuldade foi muito reduzida
Ficha técnica
- Desenvolvedor:Capcom
- Produtora:Capcom
- Gênero:Ação/Aventura
- Data de lançamento: 28/02/2025
- Plataformas: PS5, Xbox Series, PC
- Multiplayer: Online (Co-op)
- Testado no PS5 Pro através de código cedido pela produtora

Liberdade guia Monster Hunter Wilds
A história agora assume o papel central em Monster Hunter Wilds, guiando os jogadores através das missões e criaturas que encontra à frente. O mapa de ambiente aberto pode ser percorrido livremente, seja para ir atrás de monstros fora das missões, buscar recursos ou procurar por atividades não-catalogadas.
O jogo traz a liberdade de fazer o que quiser, mesmo que seja seguir apenas a trama. Quem optar por seguir neste caminho, recebe recompensas de acordo com o que encara, o que pode dar um upgrade maior em suas armas e equipamentos.

Essa liberdade é o que dita o caminho na experiência. Não há problema algum em seguir apenas a trama, e tudo que ela oferece é até “bem generoso”. Porém, a Capcom abre espaço para as pessoas corajosas que vão além e fazem mais do que o básico.
Aventura mais dinâmica
Toda a liberdade que o jogador tem em Monster Hunter Wilds também se reflete nos combates. Quem aceita missões, continuará seguindo os padrões de ter de voltar para o acampamento para repor estoque de itens ou de ser derrotado até três vezes antes de falhar na tarefa.
Você não precisa voltar na mesma missão e fazer tudo novamente. Basta encontrar o monstro no mapa e ir para cima dele. Assim que conquistar o que tanto deseja, é possível largar ele por ali mesmo e seguir sua aventura sem qualquer entrave.

Os combates também estão mais dinâmicos e mostram o quanto a Capcom teve um cuidado maior com as novidades de Monster Hunter Wilds. Todos sabemos que não basta chegar batendo no monstro e contar que, mais cedo ou mais tarde, ele cairá. É necessário ter um pouco de estratégia.
Inteligência artificial exemplar
Um dos aspectos que mais impressiona são os avanços realizados com a inteligência artificial dos NPCs, sejam eles inimigos ou aliados. Se você parar e observar qualquer um deles, notará que eles têm diversas ações independentes da sua e isso dá um “tempero” maior para toda a jornada.
O mesmo vale nos combates, com personagens que realmente ajudam dentro das batalhas offline. Durante os testes, os servidores de Monster Hunter Wilds estavam desligados, o que me levou a testar a eficiência da equipe de apoio com a IA do jogo. E eles salvam vidas, diga-se de passagem.
Detalhes que merecem atenção
Não é novidade para ninguém que a Capcom está trazendo a franquia Monster Hunter para o ultrarrealismo e isso se reflete em Monster Hunter Wilds. Mesmo jogando no Modo Desempenho, que traz 60 FPS, ele continua com gráficos excepcionais e que não deixam a desejar em comparação aos últimos lançamentos de 2024.
Há duas batalhas de Monster Hunter Wilds que se destacam neste quesito. Uma contra Uht Duna, que ocorre embaixo de uma chuva torrencial e no meio de um lago – criando diversas ondas durante a sua movimentação, o que se torna um verdadeiro espetáculo visual. Outro é Rey Dau, que te enfrentará enquanto diversos raios caem sobre o campo e traz um show de luzes dentro da experiência.

Apesar de jogar antes da primeira atualização, que deve chegar no lançamento de Wilds, foram encontrados pequenos erros e problemas dentro do jogo. Todos os vistos (sejam gráficos ou de desempenho) podem ser considerados “pequenos”, provavelmente serão corrigidos nos primeiros patches e não atrapalham o jogo no geral.
O que continua não ajudando os fãs em Monster Hunter Wilds é a sua câmera. Não é apenas uma ou duas, mas várias vezes que você está embaixo de algum monstro ou “preso” entre ele e a parede que fica impossível ver o que está acontecendo ou para onde mirar seus ataques.
É notável também um certo “cansaço” na construção do jogo com a sua história. Se no começo temos mais cutscenes, visitas a locais com momentos de lazer e uma preparação de terreno, entre o capítulo 2 e 3 a estrutura se torna similar à vista em Mortal Kombat: enfrenta algo, volta para base para ter um pouco de avanço na narrativa, depois vai seguir para enfrentar outro monstro – e isso se repete até o fim assim.
Foco demais em acessibilidade
Monster Hunter Wilds é acessível para atrair uma quantidade ainda maior de jogadores, mas isso pode se tornar um problema para quem acompanha a franquia há algum tempo. Se você gostava da dificuldade de Monster Hunter World e até a vista em MH Rise, é importante que saiba que no novo capítulo as batalhas estão muito mais fáceis.

Citamos a presença do Seikret e de mais armadilhas, mas vai um pouco além disso. Além de poder montar em seus inimigos para causar uma quantia considerável de dano (como em Monster Hunter Rise), se atacar repetidamente uma parte do corpo dos monstros, ela brilha e permite que execute outra ação que causa ainda mais dano – o que reduz e muito a duração dos embates.
Enquanto há combates que trazem um desafio real aos jogadores e vão botar em cheque suas habilidades, a maioria deles não passará de um pequeno incômodo para aqueles que sabem o que estão fazendo.
Vale à pena jogar Monster Hunter Wilds?
Se comparado com Monster Hunter World e Rise, Monster Hunter Wilds se destaca bastante e traz muito mais a ser celebrado do que criticado. Ele serve não apenas como uma nova porta de entrada na franquia, mas como uma verdadeira comemoração das duas décadas que ela esteve presente na indústria gaming (completou 20 anos em 2024).
Não apenas no aspecto gráfico e de sua qualidade, mas a inclusão da história e vários outros elementos dentro da nova aventura conseguiu trazer uma renovação bem-vinda e que pode trazer mais vantagens no futuro. Se você está esperando DLCs e expansões, no próprio jogo base há um pós-game riquíssimo e que traz não apenas uma sequência dos eventos vistos na trama, mas outros monstros icônicos.
Eu recomendo que dê uma chance para Monster Hunter Wilds, já que ele realmente cumpre seu papel de ser um dos maiores lançamentos deste primeiro semestre de 2025. Ele abre as portas da franquia para uma nova geração de fãs e te apresentará uma “pequena amostra” do que deve esperar para o futuro da série nos videogames.
