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2025-04-13**8 videogames que prometeram demais e não entregaram**
Hoje, temos empresas como Sony, Nintendo e Microsoft dominando o mercado de videogames com consoles que prometem e entregam experiências incríveis. No entanto, o mercado já foi mais disputado e teve vários concorrentes.
Entre os anos 1990 e 2000, diversas fabricantes tentaram emplacar seus dispositivos com os fãs, trazendo ideias grandiosas demais e que nem sempre obtiveram o resultado esperado. Alguns deles, inclusive, prometeram demais e não entregaram absolutamente nada — se tornando uma grande piada entre os consumidores.
Confira abaixo 8 videogames que prometeram demais e não entregaram aquilo que tanto se esperava deles.
**8. Apple Pippin**
A Apple sempre foi conhecida pela qualidade de seus produtos, como os computadores Mac e MacBooks, os celulares iPhone e fones AirPords. Porém, há um período conturbado em que a companhia decidiu se meter com os videogames e decidiu fechar uma parceria com a Bandai para lançar o videogame Pippin em 1996.
Porém, uma série de erros obrigaram eles a interromper a sua produção e fingir que nada aconteceu. Um dos principais erros foi tentar popularizar experiências de jogos online nos anos 1990, quando poucos tinham acesso à internet. Sua biblioteca de jogos também deixou muito a desejar, com títulos mais voltados para o lado educacional do que experiências, de fato, divertidas.
**7. Zeenix**
Na recente ascensão dos consoles portáteis, a TecToy anunciou o seu próprio videogame do gênero: o Zeenix. Quem esteve no evento lembra o glamour do estande, com vários deles disponíveis para testar e várias promessas.
Porém, após o evento muito se questionou sobre como isso seria cumprido no nosso mercado. Passaram-se meses sem qualquer data de lançamento, preço de venda ou informações claras sobre a sua origem: vide a confusão que existiu entre as declarações de que ele seria um produto 100% brasileiro e a descoberta de que era um “white label” chinês (um produto importado que eles apenas iriam inserir sua marca).
**6. Virtual Boy**
A Nintendo sempre buscou inovar no mercado de videogames, então em 1995 ela inventou que desejava cumprir a promessa do sonho da realidade virtual para esta indústria. A ideia do Virtual Boy era bem interessante, mas esta tecnologia ainda estava a anos-luz de distância de funcionar como desejavam.
Os gráficos seguiam um design com tons de preto e vermelho, que causava tontura e dores de cabeça nos usuários. Estes problemas, somado ao preço elevado, manteve o público e investidores distantes da proposta. Vendo a tragédia que estava em suas mãos, decidiram voltar a focar no lançamento do Nintendo 64 — que chegaria no ano seguinte.
**5. Wii U**
Lançado em 2013 e logo após o sucesso do Wii, a Nintendo tinha em suas mãos a faca e o queijo para ter outro console que abalasse as estruturas do mercado. Porém, o Wii U nada mais foi do que um grande fracasso comercial e um console que gerou diversas críticas na indústria e entre os gamers.
Sua proposta causava certa confusão entre o público (você tinha um videogame e o controle como tablet, porém o segundo não funcionava de forma independente), faltou apoio das produtoras third-party e pouco se falava sobre seus títulos — mesmo que suas versões remasterizadas tenham feito um estrondoso barulho na geração Switch, como Mario Kart 8, Donkey Kong Country: Tropical Freeze, Captain Toad e outros.
**4. Commodore 64 Game System**
A Commodore International, conhecida pelos seus computadores entre os anos 1980 e 1990, resolveu lançar seu próprio videogame com o Commodore 64 Game System no ano de 1990. No entanto, ele nada mais era do que um Commodore 64 Home Computer (lançado em 1982) no formato de um console.
Isso até poderia ter dado certo, se não tivesse chegado ao mercado um ano antes do Mega Drive e um mês depois do Super Nintendo — dois videogames dos mais queridos e amados por todos que viveram (com intensidade, diga-se de passagem) aquela época. Ou seja, eles não tinham a menor chance de competir, principalmente com um hardware defasado.
**3. Philips CD-I**
A Philips lançou o CD-I no auge dos jogos nos anos 1990, mas cometeu um pequeno deslize que provocou sua queda instantânea: o preço de venda de US$ 799 (com a inflação, hoje chegaria a US$ 1.800). Além de ser extremamente caro, seu apelo com o público era mínimo (afinal de contas, no mercado com SNES, Mega Drive e prestes a ver o primeiro PlayStation, quem ligaria?).
Seu ápice foi nas tentativas de trazer jogos ligados à franquia Mario e The Legend of Zelda. Enquanto a Nintendo trazia excelentes e elogiados títulos para estas marcas, a Philips ficou conhecida por trazer as piores experiências possíveis destes personagens. O contraste foi grande demais e afundou ainda mais a reputação da marca dentro da indústria gaming.
**2. Zeebo**
Baseado em um dito popular, o Zeebo caminhou para que o Zeenix pudesse capotar. Ele foi produzido pela TecToy e pela Qualcomm, se apresentando como o primeiro console de mesa que não utilizava qualquer tipo de mídia física. Para comprar e baixar seus jogos, os usuários teriam de acessar a rede ZeeboNet 3G (através de um chip interno do videogame).
Porém, se vimos um modelo de negócios similar ao que temos do PS5 Digital e do Xbox Series S, isso em 2009 não era muito bem-visto entre o público. Chegaram “cedo demais” e isso acabou impactando sua relação com o público e com desenvolvedores. Em dois anos, o catálogo possuía apenas 28 jogos disponíveis e algumas produtoras começaram a remover suas experiências da plataforma.
**1. Nokia N-Gage**
O Nokia N-Gage prometia trazer o verdadeiro híbrido entre videogame e celulares em 2003. O design chamava a atenção, o anúncio era repleto de grandes jogos como Tony Hawk’s Pro Skater, Splinter Cell, The Sims Bustin’ Out, FIFA, Call of Duty, Tomb Raider e vários outros de renome.
Ele tinha componentes mais poderosos que o Game Boy Advance e sua premissa era trazer os gráficos 3D para os consoles portáteis. Ainda que tenha cumprido o que propuseram, outros problemas fizeram com que a plataforma não engajasse com o seu público. Ele chegou muito perto, mas “morreu na praia”.
